Hemingway morou em Cuba, e seu livro fala sobre a incrível luta entre um pescador e um peixe travada no mar do Caribe por dois dias e duas noites. Mas o que eu achei mais incrível foi a simplicidade do texto. Depois fiquei sabendo que os livros do Hemingway, que fora jornalista, eram todos assim mesmo.

A narrativa é maravilhosa, com riqueza de detalhes tanto no que se refere ao que pensava Santiago, o pescador, como ao que se passava ao redor do barco. E o enredo pega muito fácil no leitor. Mas continuava me chamando a atenção o estilo do Hemingway. Porque, afinal, ele ganhou um Nobel de literatura e escrevia com economia de adjetivos, o que é ótimo, mas também sem grandes contextualizações, realmente como se estivesse fazendo uma reportagem para jornal. Linguagem direta, sem mostrar em nenhum momento rebuscamentos e erudição. Livro fácil de ler até para quem não gosta de literatura.
Postei no facebook uma comparação entre ele e o Gabriel García Marques. Desastre. Os dois tem o mesmo estilo, foram jornalistas, o Marques mora hoje em Cuba e ganharam um Nobel de literatura. O que me derrubou é que eu li o Memórias de Minhas Putas Tristes com a expectativa de estar conhecendo um grande escritor, sem saber que seu estilo estava mais para o jornalismo do que para a literatura. Além do mais, a história do livro é a de um velho safado que, ao fazer 95 anos, quer se dar de presente a virgindade de uma menina de 15.O Marques é ícone do que ficou conhecido como realismo mágico e só vejo críticas legais sobre ele... então... bem... como eu não conheço nada disso, vou ler mais antes de escrever aqui no Blog, que é o veículo oficial das minhas opiniões sérias e das minhas mentiras sinceras.
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